Quem nunca andou na rua e se deparou com uma placa pintada anunciando a borracharia da esquina ou o bar do outro lado da rua? Quem nunca se acabou de rir dos erros gramaticais absurdos ou da tipografia aparentemente desregulada desses tipos de placas? Apesar de tudo isso, percebemos que esse tipo de mídia à mão pode ser bem eficiente, além de servir de inspiração para grandes designers, diretores de arte e tipógrafos.Conhecido também como arte vernacular, as placas feitas à mão não devem serem vistas como algo “menor”, marginal ou anti-profissional, mas como um amplo território onde seus habitantes falam um tipo de dialeto local. O termo vernacular sugere a existência de linguagens visuais e idiomas locais que remetem a uma determinada cultura. São comunicações feitas à mão e a margem do conhecimento erudito.
O erudito e o popular são faces de uma mesma cultura. O tem que ser feito é evitar olhar do alto, onde as manifestações populares são percebidas por suas supostas falhas e erros.O design vernacular é uma forma de comunicação eficiente, que cumpre seu propósito de levar informações àqueles que habitam no entorno do sapateiro, dono do bar, etc.
Seria útil afirmar ser necessário resguardar as apropriações das formas discriminatórias, pois o confronto desigual do design erudito com o vernacular tem revelado, às vezes, abordagens equivocadas.Isso se refere à consciência das diferenças culturais e históricas, da compreensão de diferentes contexto, para que as apropriações não aconteçam em desigualdade de poder e desautorizadamente, pois nessas negociações a cultura dominante imita e manipula as verdades da outra cultura.
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